domingo, julho 16, 2006

Passeio no Horto

Passeio no Horto

Fui ao Horto de São Vicente com meus sobrinhos. Era um lindo dia, céu azul e muito calor. Lá, há festas constantes: do morango, da banana, do pêssego. Desta vez era a Festa da Uva. Havia de tudo: uvas de vários tipos, suco de uva, geléias, licores etc. Mas o que adoçou a nossa tarde mesmo foi o sorvete de milho verde. Uma delícia!

Além das guloseimas, não poderíamos deixar de visitar o mini zoológico, principalmente as araras e os papagaios, tão coloridos e barulhentos. Nada me deixa mais contente do que provocá-los. Aí, vira um carnaval de cores e sons, pois eles fazem muito barulho e lá pelas tantas, já nem sei quem grita mais, se eu ou eles. Sempre volto para casa mais leve e feliz.

Nesta festa da uva, a tarde ainda prometia grandes emoções. Minha sobrinha, encantada com o casal de leões, cometeu uma gafe daquelas ao dizer que o charmoso casal de “tigres” era lindo. Ainda bem que tão ocupados em tomar banho de sol os leões não prestaram atenção no que ela dizia.

De repente, caiu uma chuvinha de verão, que não dura mais do que dez minutos e só serve para molhar a roupa. Enquanto isso subíamos a trilha, em meio a uma vegetação magnífica. A chuva rápida, o verde das plantas, o cheiro de terra molhada, banhou a nossa alma, com certeza.

Mas ainda havia muito para ver. E eu também não podia deixar passar a visita ao meu amigo avestruz. Tão elegante! Chique e mal acostumado, pois não pode ver alguém chegar perto do vidro que já estica o pescoço, como uma criança que sempre espera ganhar algo. Fico muito tempo olhando para ele e pensando como a natureza é perfeita.

Levo as crianças para ver o Museu dos Escravos e o restaurante de Angola.

A casa do vinho, a do licor (deliciosos!), o carrinho de pipoca e do churro.

De repente aparece do nada, um grupo de crianças, todas vestidas iguaisinhas, para

dançar uma dessas músicas que os jovens tanto gostam. Como estou com dois adolescentes, meus sobrinhos, faço o sacrifício de assistir o show.

Entramos no pavilhão onde se realiza a exposição de flores. O colorido é impressionante. Adoro flores! Principalmente as amarelas e mais ainda aqueles vasos de crisântemos bola. Lindos! Ainda vou levar um desses para minha casa, pensei. Azaléias, bromélias, mini cactos, tão graciosos.

Vasos muito pequenos me chamam a atenção, são no máximo do tamanho de um copo. Olho aquela plantinha verde contida nele, sem flores. Num primeiro momento ela me pareceu meio sem graça, se comparada a outras flores tão exuberantes e coloridas. Suas folhas não são longas, mas nas extremidades têm pequenas 'agulhas’. Chamam a atenção mais por sua forma, pois suas folhas são bem gordinhas, rechonchudas. Não sei por que associei tais plantinhas àqueles quadros antigos em que as donzelas retratadas são graciosamente gordinhas. Curiosa com tão delicada plantinha, fui ler a placa com o seu nome: SUCULENTA. Encantei-me mais ainda com ela.

Ah! Que tarde suculenta tivemos!


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