Permita que Deus seja a única pessoa em tua mente enquanto lê esta oração.
Amigos que oram juntos permanecem juntos.
Querido Deus, agradeço-te por este dia.Agradeço-te por poder ver e ouvir esta manhã.
Sou abençoado porque és um Deus compreensivo e de perdão.
Tens feito tanto por mim, abençoando-me a cada dia.Perdoa-me por tudo que tenho feito, dito ou pensado que não seja agradável a Ti.
Mantém-me seguro, afastado de todo o perigo.
Ajuda-me a começar este dia com uma nova atitude e muita gratidão.
Deixa-me fazer o melhor a cada dia para clarear minha mente e assim poder ouvir-Te.
Expande a minha mente para que possa aceitar todos os Teus desígnios.
Não permitas que me lamente das coisas sobre a quais não tenho controle.
Permite-me continuar vendo o pecado através dos teus olhos Senhor, e que possa reconhecer o mal.
E quando cometer pecado permite-me arrepender-me e confessar com minha boca meu mau procedimento, e assim receber Teu perdão.
Quando este mundo se fechar dentro de mim, deixa-me recordar o exemplo de Jesus, ir para longe e encontrar um lugar afastado para orar.Esta é a melhor resposta quando me empurram além dos meus limites.
Sei que quando não posso orar, Tu escutas meu coração.
Continua utilizando-me para fazer a Tua vontade.
Continua abençoando-me para que possa abençoar outras pessoas.Mantém-me forte para que possa ajudar aos fracos.
Mantém meu ânimo elevado para que possa ter palavras de consolo para o outro.
Peço pelos que se perdem e não podem encontrar seu caminho.
Peço pelos que sofrem mal juízo e não são entendidos.
Peço pelos que não Te conhecem intimamente.Peço pelos que apagarem esta mensagem e não a compartilharem com os outros.
Peço pelos que não crêem.
Mas Te agradeço porque eu CREIO.Creio que Tu mudas as pessoas e as coisas.
Peço por todos os meus amigos (principalmente para estes que mandei a
mensagem), cada membro da família e seus lares.Peço pela paz, o amor e a alegria dentro das famílias.
Que estejam sem dívidas e todas as suas necessidades sejam resolvidas.
Rogo para que cada olho que leia esta oração saiba que
não há problema, batalha, circunstância ou situação maior que o SENHOR!
Peço para que estas palavras sejam recebidas nos corações,para que cada olho que as veja ou cada boca que as proclame,
confesse-as disposto: Esta é a minha oração!
Em nome do Cristo Jesus. Amém! ““.
quarta-feira, maio 31, 2006
Oração
terça-feira, maio 30, 2006
(e com direito a passarinho)
Vinícius de Morais
Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!
Qual não é sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.
É que a rosa, além de branca
(Diga-se isso a bem da rosa...)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.
- Que foi? - balbucia o poeta
E a rosa: - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!
E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.
- São milhões! - a rosa berra - Milhões a morrer de fome!
E tu, na tua vaidade Querendo usar do meu nome!...
E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as fora, como a dar comida
A todas essas crianças.
O poeta baixa a cabeça.
- É aqui que a rosa respira...
Geme o vento. Morre a rosa.
E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.
Preste Atenção!
Preste Atenção!
"Ame o Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento.” O segundo é semelhante a esse: Ame ao seu próximo como a si mesmo.”MT 22, 34-39”.
A violência no mundo atinge níveis assustadores! Inserida no dia-a-dia, a população acaba familiarizando-se com ela e obedecendo aos criminosos, como se eles, os bandidos, fossem as autoridades legalmente constituídas.
Recentemente, no bairro onde moro, correu o boato de que havia morrido a mãe de um traficante e as escolas deveriam fechar. Fecharam! Infelizmente não é um fato isolado, acontece em muitas cidades e com freqüência.
Como boa parte da população submete-se a vontade desses marginais, eles se tornam cada vez mais poderosos e influentes.Mas não é só a subserviência popular que os fortalece, os lucros com a venda de drogas os tornam cada vez mais ricos e violentos. As brigas entre as quadrilhas ou dentro dos presídios, mostram o poderio desses bandidos.
A mídia apresenta com freqüência crianças vendendo drogas nas favelas, abertamente, sem alguém que as impeça. Pois sendo menores de idade ou não , tal ato é crime! Mas a polícia é incapaz de acabar com isso e, os motivos são vários:omissão, corrupção, incompetência ou falta de material humano e tecnológico.
Costuma-se culpar todo mundo, isto é, “os outros” pelos problemas da sociedade, que se resume na famosa frase “a culpa é do governo”.
Mas de quem é a responsabilidade ?
Se há tanta miséria de quem é a culpa?
Se há tantos doentes sem socorro, de quem é a culpa?
Se o planeta está cada vez mais poluído de quem é a culpa?
Preste atenção!
Conscientize-se!
Só pode ser nossa! Nós, seres humanos, cada vez mais desumanos!
Portanto, a culpa é de cada um de nós que por omissão, medo, preguiça ou mesmo, participação direta nos atos de violência, contribui para o mundo não ser o ideal.
E como mudar isso? As transformações não começam exteriormente, mas sim, dentro de cada um. Eu poderia escrever aqui conceitos filosóficos, sociológicos, falar da Ética enquanto ciência que estuda dos valores da Moral. Mas, que tal começarmos por aquele básico ensinamento do Mestre ?
sexta-feira, maio 26, 2006
Eu não sou feliz - Paulo Coelho
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Strip-tease

Psique: Você abriu a concha, esta noite
Eros2002: eu?
Psique: sim
Eros2002: não percebi
Psique: eu estou em desvantagem
Eros2002: por quê?
Psique: agora você sabe mais de mim do que eu de você
Eros2002: será?
Psique: vá tirando a "roupa"...rs
Eros2002: você é muito perspicaz
Eros2002: você sabe tirar, perguntando
Psique: não se esqueça que estamos falando de alma e não de corpo
Eros2002: eu estou a falar também disso, claro
Eros2002: perguntando, mas não é de hoje
Psique: como?
Eros2002: para eu conhecer um pouco de si, você foi-me conhecendo
Psique: não sei
Eros2002: não sabe?
Eros2002: agora quem se ri sou eu
Psique: ainda acho que estou em desvantagem
Eros2002: claro, não esperava que dissesse outra coisa
Psique: abaixe a sua defesa
Eros2002: eu aqui nem ataco nem defendo
Psique: como se sente agora? Quero conhecer suas emoções
Eros2002: mas diga, o que falta saber?
Psique: as suas emoções
Eros2002: feliz por estar a ter esta conversa, cansado por ser 4h30 e, interessado em continuar a conversar consigo
Psique: acho que tivemos esta noite a nossa melhor conversa,não?
Psique: quer ir embora?
Eros2002: estou a ficar um pouco cansado fisicamente
Eros2002: mas, tenho ainda alento para mais um pouco
Eros2002: você me está a dar um pouco desse alento
Eros2002: e sabe, eu não falei com ninguém sobre a minha mudança
Eros2002: e nem sei como lhe fui contar
Eros2002: mas se o fiz foi porque achei bem
Eros2002: e não estou arrependido
Psique: mas uma boa amizade só vale quando há troca, não se esqueça
Eros2002: por isso lhe digo que você sabe tirar "a roupa"
Psique: eu?
Eros2002: sim
Psique: ?
Eros2002: você soube fazer com que eu falasse num assunto tabu
Eros2002: pois a maioria das pessoas nem imagina
Psique: o que é tabu para você?
Eros2002: a mudança profissional
Psique: é um desafio
Psique: e vai ser maravilhoso
Psique: e você é corajoso
Eros2002: sim, mas tenho sempre medo antes de entrar na água
Psique: vencerá, com certeza
Eros2002: obrigado pelo apoio
Psique: o medo a gente vence
Eros2002: eu sei
Eros2002: amanhã vou dar um mergulho ao fim do dia
Eros2002: eu sou sempre assim antes
Psique: tem consciência das suas qualidades?
Psique: do pode fazer?
Psique: se estiver seguro de si, vencerá
Eros2002: ok, obrigado
Psique: me diga algo bonito para encerrarmos esta linda conversa que tivemos
Eros2002: estou ansioso por nos encontramos para bebermos um cálice de vinho
Psique: vai ser bárbaro!
Psique: vai ter música!
Eros2002: sim
Psique: legal!
Psique: é bom sonhar
Psique: aquece a alma
Psique: quer ir descansar, agora?
Eros2002: mais um pouco...
terça-feira, maio 23, 2006
Trova do vento que passa - Manuel Alegre
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
segunda-feira, maio 22, 2006
Amor três em um
Amor “três em um” é aquele sentimento de um ser tão especial, de uma criatura divinal, capaz de suprir todas as necessidades de uma pessoa, seja no campo afetivo, sexual ou fraterno. Metaforicamente, dir-se-ia que ele seria como aquela esponja de aço tão famosa, que tem uma centena de utilidades.
Pois é, alguém capaz de ser tudo: o amigo quando mais precisamos de um, o grande amor de nossa vida, sempre presente e perfeito nos bons e maus momentos e, aquele parceiro vivaz, amante perfeito, que supera as expectativas, alimenta a fantasia, satisfaz os desejos mais ousados e deixa o consorte com o emocional em dia. Independente do gênero a qual pertença, este ser é um produto raro na praça! Uau!
Até hoje estou procurando um amor “três em um”.Com sinceridade, acho que isso raramente acontece, é como ganhar um prêmio de loteria. A maioria das pessoas jamais será premiada. Mas aí a gente faz o quê? Passa a vida inteira esperando o amor perfeito aparecer? Vive correndo atrás, mas seleciona muito e fica sempre só? Ou, aceita o amor que é possível e procura construir junto uma felicidade plausível?
Situação difícil e nem um pouco rara, pois todo ser humano, em algum momento de sua vida, passou por isso. Outros vivenciam com muita freqüência, a busca, a solidão e a decepção.
Embora ninguém esteja absolutamente só nesta vida, pois tem sempre alguém que gosta da gente, que valoriza e respeita a pessoa que somos; na verdade sofremos mais pela distância e pela ausência do que pela falta de um amor.Um amor normal claro, e não um amor “três em um”. Muito chato esse negócio de distância ou de falta de tempo, porque muitas vezes o que a gente quer é um abraço apertado, um beijo gostoso, uma conversa leve, um sorriso vibrante, um aperto de mão vigoroso, uma palavra cheia de fé, um afago, uma sonora gargalhada, um gesto qualquer, mas feito com franqueza.
Apesar de tudo, saber que tem alguém que gosta da gente é muito bom, mas a distância, quando é excessiva, dá uma saudade! E aquela sensação de vazio que deixa a pessoa com um buraco dentro do peito!Quando não há nada que preencha esta lacuna, começa-se a comer chocolate, abrir latinhas de cerveja em excesso, ouvir músicas românticas e, sonhar com um amor “três em um”.Fazer o quê!
É, nesses momentos fica difícil arranjar um sentido para a vida, parece que ela segue a “toque de caixa”. A gente não nasce para viver sozinho e, uma boa receita para não ficar assim tão solitário, é justamente dar aos outros o que mais desejamos.Afinal, já diz o dito popular: "cada um colhe o que semeia”. Quem sabe assim não cai do céu com mais facilidade um amor “três em um”?
Que os anjos digam “Amém”!
Amém!
quinta-feira, maio 18, 2006
Os segredos do porão - Paulo Coelho
O encontro de 2005 teve tudo o que se era de esperar, principalmente as discussões apaixonadas, com momentos de alegria e de confronto. Quase todos os convidados voltaram no domingo à noite para seus países; mas como no dia seguinte os organizadores e eu deveríamos participar da inauguração da parte austríaca do Caminho de Santiago, e precisamos pernoitar na abadia Padre Martin, convidou-nos para jantar em seu “lugar secreto”.
Descemos, excitados, até os subterrâneos do antigo edifício. Uma porta antiga se abriu, e nos encontramos em um gigantesco salão, onde havia tudo - ou praticamente tudo que tinha sido acumulado ao longo de séculos, e que Martin se recusava a jogar fora. Velhas máquinas de escrever, esquis, capacetes da II Guerra, ferramentas antigas, livros fora de circulação, e – garrafas de vinho! Dezenas, centenas de garrafas de vinho empoeiradas, que à medida que o jantar ia acontecendo, o Abade Burkhard, que nos acompanhava, ia selecionando o que havia de melhor. Considero Burkhard um de meus mentores espirituais, embora jamais tenhamos trocado mais de duas frases (ele fala apenas alemão). Seus olhos exprimem bondade, seu sorriso demonstra uma imensa compaixão. Lembro-me que certa vez ele foi encarregado de me apresentar em uma conferência, e para espanto geral, escolheu uma citação de meu livro “Onze Minutos” (que trata de sexo e prostituição).
Enquanto comia, tinha plena consciência que estava vivendo um momento único, em um lugar único. De repente, me dei conta de algo muito importante: todas aquelas coisas no porão estavam arrumadas, faziam sentido, eram parte do passado, mas completavam a história do presente.
E perguntei a mim mesmo: o que, no meu passado, está arrumado, mas eu já não utilizo mais?
Minhas experiências fazem parte de cada dia, não estão no porão, mas continuam atuando e me ajudando. Então, falar de experiência, seria pensar errado. Qual seria a resposta certa?
Meus erros.
Sim. Olhando o porão da abadia de Melk, entendendo que nem tudo que não tem mais uso deve ser descartado, eu compreendi que no porão da minha alma estavam meus erros; um dia me ajudaram a encontrar o caminho, mas depois que tomei consciência deles, já não tem mais nenhuma utilidade. Entretanto, precisam me acompanhar, de modo que eu não me esqueça que por causa deles escorreguei, caí, e quase não tive força para levantar-me de novo.
Naquela noite, ao voltar para a minha cela na clausura, fiz uma relação. A seguir, dois exemplos:
A] A arrogância da juventude. Sempre que fui rebelde, estava buscando um novo caminho, e isso era positivo. Mas sempre que fui arrogante, achando que os mais velhos nada sabiam, deixei de aprender muitas coisas.
B] Esquecer os amigos. Já tive muitos altos e baixos. Mas no meu primeiro “alto”, achei que tinha mudado de vida, e resolvi cercar-me de gente nova. Claro, no tombo que seguiu, os recém-chegados desapareceram, e eu não podia mais recorrer aos antigos companheiros. Desde então, procuro conservar a amizade como algo que não muda com o tempo.
A lista é imensa, mas o espaço da coluna é limitado. Entretanto, embora meus erros já tenham me ensinado tudo que precisava aprender com eles, é importante que continuem no porão de minha alma. Assim, quando de vez em quando eu descer ali em busca do vinho da sabedoria, eu possa contemplá-los, aceitar que são parte da minha história, estão nas fundações de quem sou hoje, e preciso carregá-los – por mais bem arrumados (ou resolvidos) que estejam.
Caso contrário, corro o risco de repetir tudo de novo.
No recesso do coração
Dias depois de escrever o texto acima e enviar para a Áustria, recebi uma carta do Abade Dr. Burkhard Ellegast, OSB. A seguir, parte de suas reflexões:
“Muitas vezes costumamos perguntar: como é que isso aconteceu conosco? De repente, me vi cercado de gente que estava disposta a refletir sobre o significado da vida. Que poderia eu dizer para estas pessoas, se tudo que aconteceu em minha existência foi entrar para um convento ainda jovem, e mais tarde ser encarregado de dirigir esta abadia por 26 anos?
“Penso que as pessoas me olhavam como se eu tivesse uma resposta para tudo. Mas tudo que decidi fazer foi falar um pouco de mim. Dizer que minha fé é capaz de me manter vivo e entusiasmado por seguir adiante, apesar dos momentos de pessimismo. Expliquei então o meu lema: se eu der um passo errado e for arrastado para o fundo, isso jamais será feito de maneira discreta. Todos me verão gritando, chutando, agitando bandeiras, de modo que possa servir de alerta para os que virão.
“Por causa deste lema, sei que dificilmente levarei outros comigo em meus erros, e portanto consigo dominar meu medo e me arrisco a dirigir meu barco para águas desconhecidas. Eu sei, é claro, que se eu começar a me afogar, apesar do barulho que estiver fazendo, ainda poderei levantar minha mão e pedir: Deus, por favor, me acuda! Com toda certeza serei ouvido, e um novo caminho se abrirá.
“Em seu artigo, Paulo Coelho comenta que ficou surpreso ao ver que eu o apresentava usando um texto de seu livro “Onze Minutos”. Eu relatei um trecho do diário da personagem principal, onde ela conta a história de um lindo pássaro que costumava visita-la. Ela o admirava tanto que um dia resolveu prende-lo em uma gaiola, para poder ter sempre seu canto e sua beleza presentes. Com o passar dos dias, ela se acostumou com a nova companhia, e perdeu o deslumbramento de esperar por aquela alma livre que a visitava de vez em quando, sem qualquer coerção. O pássaro, por sua vez, não conseguia cantar em cativeiro, e terminou morrendo. Só então ela conseguiu entender que o amor precisava de liberdade para exprimir todo o seu encanto – embora a liberdade pressuponha riscos.
“Nós temos a tendência de procurar o cativeiro porque costumamos ver a liberdade como algo que não tem fronteiras nem responsabilidades. E por causa disso, terminamos também tentando escravizar tudo aquilo que amamos – como se o egoísmo fosse a única forma de manter o nosso mundo equilibrado. O amor não limita; amplia nossos horizontes, podemos ver claramente o que está fora, e podemos ver mais claramente ainda os lugares escuros de nosso coração.
“Embora eu não fale inglês, eu podia entender tudo que os olhos e os gestos de Coelho diziam. Eu posso me lembrar ainda de quando me perguntou, através de uma das pessoas presentes, o que devia fazer agora. Então respondi: continue procurando. “E quando encontrar, mesmo assim ainda continue procurando, com entusiasmo e curiosidade. Apesar dos erros que eventualmente serão cometidos, o amor é mais forte, permite que o pássaro voar em liberdade, e cada passo não será apenas um movimento adiante, mas conterá em si todo um novo caminho.”
terça-feira, maio 16, 2006
Mergulhar
O primeiro amor virtual a gente nunca esquece- IV
Mergulhar
Eros2002: oi
Psique: oi!
Eros2002: muito apaixonada hoje?
Psique: pela vida, pelos amigos, por Deus
Eros2002: ai sim , mas o seu poema sugere outra coisa
Psique: qual?
Eros2002: o da soc. escritores
Psique: já leu, Eros?
Eros2002: li e gostei
Psique: eu amo Drummond,
Eros2002: era de Drummond?
Psique: sim, pensou que era meu?
Eros2002: é como se fosse pela forma como o pôs
Psique: tenho vergonha de mostrar os meus poemas
Eros2002: ?
Psique: pois eles são muito simples
Eros2002: que disparate
Psique: não estou pronta para desnudar meus sentimentos por aí
Eros2002: vai do começar
Psique: começar sempre é difícil
Eros2002: sim
Eros2002: a primeira vez é como mergulhar
Psique: sim?
Eros2002: primeiro concentro-me e reflito bastante
Eros2002: depois olho a água e mergulho com os olhos fechados, bem fundo...
Eros2002: e depois venho suavemente à tona
Psique: que delícia!
Eros2002: é mesmo
Psique: até senti o que você descreveu!
Eros2002: é bom, não é?
Psique: mas é diferente expor um poema ao público
Eros2002: você precisa dar um bom mergulho também
Eros2002: é a mesma coisa
Eros2002: eu sei que isso é o grande problema de todos nós
Psique: sim?
Eros2002: é dar o primeiro passo
Eros2002: e depois é que vamos realmente começar
Eros2002: foi assim sempre na minha vida
Eros2002: e sempre será, acho
Psique: quer explicar melhor, por favor, em que pensa?
Eros2002: você pensa que as coisas são difíceis e tem receio
Psique: sim
Eros2002: depois arrisca um pouco...e olha... e até que não foi mau
Eros2002: mas de fato ainda está a começar
Eros2002: e tudo irá mudar
Eros2002: mesmo a forma e o estilo de escrever
Eros2002: tudo muda e nada é como quando começou
Psique: você está filosofando!
Eros2002: não propriamente, estou lhe contando um pouco da minha experiência
Eros2002: da minha vida
Psique: continue
Eros2002: é isto, não tem muito mais
Psique: e o seu novo trabalho?
Eros2002: estou a preparar-me para mergulhar
Psique: que bom!
Eros2002: vamos ver como vai ser quando eu vier à tona
Psique: estarei aqui, torcendo por você
Eros2002: vamos lá ver
Psique: vai dar certo!
Eros2002: xau
Psique: xau
segunda-feira, maio 15, 2006
Dia das Mães sinistro
“Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil!”.
Hino Nacional do Brasil
No segundo domingo de maio comemora-se o Dia das Mães, é a data mais lucrativa para o comércio, depois do Natal.
Vejo com certa reserva essas comemorações, pois creio que não precisamos adquirir um bem material, dá-lo de presente a alguém, para dizer a essa pessoa que a amamos ou mesmo que queremos homenageá-la. Muitas vezes um beijo, um abraço, um gesto de carinho, consideração, atenção no trato diário, convivência respeitosa, pode dizer muito mais do que um presente. De qualquer forma, algumas datas encontram-se tão arraigadas no senso comum, que é melhor entrar no clima e comemorar.
Porém neste ano, o Dias das Mães, teve um gosto amargo,um sabor de sangue e de dor. O coração de muitas mães sangrou de tristeza, perplexidade e agonia ao receber como presente, o corpo sem vida de seu filho. E a pátria amada morreu de vergonha com as atitudes de alguns indivíduos, que não souberam respeitá-las como merecem.
As rebeliões iniciadas na sexta-feira, nos presídios de São Paulo e depois estendidas para outros Estados, os ataques a Bancos, Delegacias de Polícia, ônibus, supermercados, deixou claro o que alguns habitantes da “mãe gentil” escolheram para dar de presente a muitas mães, no seu dia: perda, dor, tristeza, espanto.
Em três dias de terror, mais de 80 pessoas mortas, destruição do patrimônio público e um enorme assombro daquelas genitoras que tiveram para comemorar, não o almoço familiar, a confraternização, mas a lágrima, o funeral, a ausência.
Pobre mãe! Pobre Pátria! Tão amadas e tão feridas! Amadas por aqueles que as respeitam, por aqueles que trabalham , que só têm por elas amor e consideração. Feridas, por aqueles que não sabem o que é cidadania, direitos humanos, senso de dever, discernimento, amor ao próximo e à pátria. Essas pessoas são desprovidas de tudo, falta-lhes a educação no sentido mais abrangente da palavra: educação para a cidadania, para o amor, para a vida em sociedade, enfim, para tudo.
Não tenho filhos, mas hoje meu coração também chora por estes filhos da pátria amada, tão injustamente arrancados de nosso convívio.
E, quero deixar aqui este pensamento para reflexão: “Os crimes são produzidos pela falta de cultura, pela má educação e pela viciosa organização do Estado”. Platão
A ARTE DE NÃO ADOECER
Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos". Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a magoa, a tristeza, a decepção degenera até
Se não quiser adoecer - "Tome decisão". A pessoa indecisa permanece na
dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir
é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e
problemas de pele.
Se não quiser adoecer - "Busque soluções". Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências". Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso ... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de
aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu
destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer - "Aceite-se". A rejeição de si próprio, a ausencia de
auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o
núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer - "Confie". Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades
verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de
fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste". O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre
tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.
terça-feira, maio 09, 2006
Felicidade...
E você é um ser humano especial!
segunda-feira, maio 08, 2006
Poesia na praça
“Tatuei teu nome no meu pensamento, depois o transformei em canção e as batidas do meu coração deram-lhe o ritmo perfeito” Deise Domingues Giannini
Adoro as tardes, principalmente as de outono! A expressão que eu usaria para descrever esses momentos seria “equilíbrio”.
Resido em São Vicente, uma linda cidade praiana do litoral de São Paulo.Vim morar aqui justamente porque detesto regiões frias, neblina, geada, excesso de roupas , ficar muitos dias dentro de casa, temperatura abaixo de zero e etc.
Moro a uma quadra da praia do Gonzaguinha e, observar o entardecer na baia de São Vicente, é um espetáculo deslumbrante! Nesses momentos a natureza dá um show de cores e luzes!
E quando a lua cheia nasce do outro lado da baia, nua, esfuziante, dourada! Parece uma deusa saindo do fundo do mar!
A noite vai chegando, e as pessoas parecem não se dar de que o dia já acabou. O futebol continua efervescente na areia e os quiosques lotados.Não há pressa para ir embora, ainda tem muita cerveja para bebericar, porções para degustar e a conversa, não tem hora para terminar. Alguns quiosques têm até televisão para que seus fregueses possam assistir às novelas.
Para quem quiser, caminhar até a praça da Biquinha e fartar-se até não poder mais com os doces caseiros ou, fazer compras na feira de artesanato, é uma opção atraente. E nos finais de semana, as apresentações musicais são variadas e interessantes. Além disso, diz-se por aqui, que quem toma água na Fonte da Biquinha, sempre volta à cidade.Isso eu já não sei, mas que será sempre um passeio inesquecível, com certeza será.
À esquerda da praça, a maravilhosa Plataforma de Pesca, toda em madeira, que vai até a Ponte Pencil. É o meu local preferido para dar uma caminhada ou mesmo, pensar um pouco na vida, já que ela não anda nada fácil.Há tanta beleza naquele lugar, a tranqüilidade do mar, as luzes do calçadão, a temperatura amena, tudo isso me dá uma sensação de paz , de estar bem comigo mesma: o dia já passou, cumpri minha missão, agora é só relaxar e usufruir essa visão deslumbrante da natureza.
Nesses momentos, penso que Deus caprichou na nossa “gaiola” e, que deveríamos procurar mantê-la sempre assim, intacta!
À direita da Praça da Biquinha, a Praça Hipupiara ou Praça 22 de Janeiro, aniversário da cidade. Lá tem o Museu da Imagem e do Som, uma sala para filmes, uma biblioteca fantástica, doada pela família de um morador, já falecido.
Com atividades constantes, ela é ponto de encontro de cultura e lazer para moradores e turistas. E foi em uma tarde de outono, com a segunda feira quase batendo à porta, que estive nesta praça para encontrar-me com um grupo de poetas.
Um varal de poesias contornava o Museu da Imagem e do Som.À esquerda, a exposição de artes plásticas coloria mais ainda a cena. Na escadaria, microfones, som e uma dupla de cantores apresentando MPB da melhor qualidade.Sempre intercalada com leitura de poesia.
Chego lá comendo um enorme pedaço de bolo de nozes comprado na Praça da Biquinha. Compartilho um banco com mais duas pessoas e, fico lá.
Olho à minha volta e sinto que há tanta beleza naquele lugar.Atrás do museu, uma pequena lanchonete, um casal lanchando, crianças brincando no parquinho. Em frente, um mini zôo, completa a platéia que ouve as apresentações de “Poesia na Praça”.
Gosto muito de tudo aquilo mas, não estou em meus melhores dias, poderia participar, mas prefiro só assistir.
De repente, uma poetisa, começa a distribuir fitinhas poéticas. Ganho duas, a primeira dizia: “Tatuei teu nome no meu pensamento, depois o transformei em canção e as batidas do meu coração deram-lhe o ritmo perfeito” ; a segunda: “Por meio da poesia tocamos estrelas, ouvimos canções, encontramos anjos e desvendamos mistérios. Por isso amamos mais”.
Acho-as lindas! Pergunto à poetisa se as fitinhas são poemas ou apenas frases poéticas, e ela responde “Tanto faz”.
Volto para casa pensando na “tatuagem”, que trago em meu coração! E só muito tempo depois é que percebo a incoerência da minha pergunta à poetisa, afinal, poesia é poesia! Isso basta!
Foi uma linda tarde de outono, em São Vicente!