domingo, janeiro 29, 2006

Procuro minha alma gêmea!


Perdida por aí, ela não encontrou o caminho de casa.
Caso alguém saiba do seu paradeiro, favor avisar... Eros!
Ele dará como recompensa um manjar dos deuses!
Encontro-me em uma dimensão do universo onde a felicidade só é real quando uma alma está completa, inteira.Por isso sem ela,a minha alma gêmea, sou apenas metade de mim .
Retrato falado da minha alma gêmea: cabelos negros,pernas grossas, não muito alto, culto, sensível , tem papo cabeça, fala de amor,conta histórias , fala meias verdades e, namora por qualquer via: messenger, telefone, ao vivo, olhando a lua, enfim....
Ah! ela gosta de sexo todos os dias, antes no café da manhã.....

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Ganhei de um amigo II


Pense em alguém que seja poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas. Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente. Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.Não é verdade! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Se escolher o silêncio verá que, muitas vezes, ele pode ser poderoso...

Ganhei de um amigo!


Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida.Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Antônio Soares

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Para alguém muito especial



Depois de quase dez anos navegando na net, posso dizer com muita segurança que já vi de tudo por aqui. Digo isso em relação aos amigos, aos papos, enfim a esta interação tão envolvente que faz com que nos desliguemos de um mundo real para mergulhar neste, o virtual.
No messenger, algumas pessoas chamam o tempo todo, mesmo quando o meu status diz que estou ocupada ou ausente....
Às vezes, a conversa se desenvolve por horas, de forma gostosa e cativante.Outras, mal recebo um 'olá', já me perguntam se tenho foto, web cam....Aprendi a brincar nesses momentos: digo que tenho marido, 10 filhos, netos, 75 anos , e por aí vai.Claro que um dia me dei mal, pois a minha foto estava ali no canto direito do messenger. Mas tudo acabou em brincadeira.
Também já tive que dizer coisas duras para portugas que acham que toda brasileira é, digamos , desinibida.
Outros, se afastam, sabe-se lá o motivo. Na verdade tudo nesta vida é um eterno fluir, já dizia Heráclito, filósofo grego.Mas algumas amizades são mais duradouras e deixam suas marcas para sempre.
No ano passado conheci um rapaz , muito educado, um poeta, que poucas vezes me chamou para conversar, porém, durante este tempo todo, nunca deixou de me enviar seus poemas.
Alguns parecem feitos sob medida para mim, pois refletem o meu momento,a minha história.
Se no messenger ele permanece em silêncio, todos os dias ao abrir meus e-mails ela está lá: a sua mensagem - o seu poema - me desejando um 'Bom Dia!". E ontem não foi diferente.Embora todas as poesias sejam lindas , nem sempre eu as comentei, porém, leio-as com atenção e carinho.
Mas a que recebi ontem de manhã foi muito especial, se vc não a fez para mim, Antônio, acertou em cheio enviando-a. Era o momento certo.Por isso , fiz questão de publicá-la em meu blog e de lhe agradecer , pela atenção durante estes meses todos e, pela sua poética companhia .
Vc merece esta homenagem, pelo carinho, pela delicadeza e atenção com que me trata. Mas, principalmente, pela maneira tão poética que conversa comigo, isto é, somente através de seus poemas.
Muito obrigada, Antônio!
Beijo carinhoso
Ass: Tuamusa

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Do transitório e indefinido existir


Do transitório e indefinido existir!


Sinto-me renovada!
Poderia pensar que estou sob a influência do ano novo !
Definitivamente não!
Entra ano e sai ano, o trabalho , a administração da casa, os afazeres do dia-a-dia, faz de mim a mais normal das pessoas.Porém, neste ano, comecei com um diferencial.....lembrei-me de Teresa.
Amiga, professora , trabalhávamos na periferia de uma escola, no curso noturno.
Mulher inteligente, costumava dizer que durante anos levara vida de "madame", mas agora precisava trabalhar e, não teve dificuldade para voltar a ministrar aulas.
Por uma questão de solidariedade, quem tinha carro dava carona aos outros professores, já que saíamos tarde e o bairro era distante.Teresa, me dava carona em sua velha 'brasília amarela' muito parecida com aquela cantada pelos Mamonas Assasinas, grupo musical , divertido e escrachado , que faleceu em um acidente de avião.
Certo dia, vendo-a muito triste, disse-lhe que o importante nesta vida era a gente ter projetos.E que eu, sempre tinha vários, pensados, analisados e arquivados dentro da minha cabeça, só esperando uma oportunidade de colocá-los em prática.Às vezes, um deles saía do "arquivo" mas, caso não desse certo, guardava-o para um outro momento e....iniciava outro.
Assim, eu sempre tinha um sentido para dar à minha vida, pois os projetos faziam a minha existência ter uma razão de ser.E, me levavam à frente.
Só pude perceber o quanto nossa conversa foi importante, quando a encontrei novamente alguns anos depois.Eu já estava aposentada, ela não.Era o início de um novo ano, as mesmas reuniões pedagógicas, os projetos que nem sempre se concretizam, enfim.....Só que Teresa me disse : " Eu nunca esqueci o que vc me disse , que 'o importante nesta vida era a gente ter projetos'.....e , citei vc na reunião de hoje , na escola.
Lembrar disso me fez muito bem, pois eu mesma já andava esquecida do quanto necessitamos dar um sentido à nossa existência transitória e indefinida.
Naquele momento fui importante para ela, pois disse-lhe exatamente as palavras que precisava ouvir, para seguir em frente.
Teresa já faleceu, mas lembrar de nossa conversa neste início de ano era exatamente o que eu precisava para seguir em frente...

terça-feira, janeiro 24, 2006

Jogue fora as batatas



LIÇÃO DE VIDA : JOGUE FORA SUAS BATATAS


O professor pediu que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Durante a aula ele pediu que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em, durante uma semana, levar para todos os lados a bolsa com as batatas. Naturalmente as batatas foram se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles. Essa é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a bronca e a negatividade. Principalmente quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o estresse e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar esses sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma. VAMOS lá.... Jogue fora suas batatas e SORRIA !!!!

Amor maiúsculo


AMOR MAIÚSCULO






Um homem de idade já bem avançada veio à Clínica onde trabalho, para fazer um curativo na mão ferida.Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe qual o motivo da pressa. Ele me disse que precisava ira a um asilo de anciãos para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá. Disse-me que ela já estava há algum tempo nesse lugar porque tinha um Alzheimer bastante avançado.Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria pelo fato de ele estar chegando mais tarde.
- Não, ele disse. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase 5 (cinco) anos que não me reconhece.Estranhando, lhe perguntei:
- Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs ?Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão, disse:
- É, ela não sabe quem sou eu, mas eu, contudo, sei muito bem quem ela é.Meus olhos lacrimejaram e enquanto ele saía eu pensei: 'essa é a classe de amor que eu quero para a minha vida'. O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, o que foi, o que será e o que já não é mais.




Um grande Abraço!!!!!!!!!

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Sons do silêncio


O silêncio da noite

incomoda,

cheiros e sons.

O silêncio da noite

desperta,

meus sentidos.

O silêncio da noite

não me deixa dormir...

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Poemas na noite




Poemas na noite
Luzes
nuas,
brilho
só...
Clareia
a alma
só...
junho/1999

Portas

Portas


Abrir portas é estar receptivo. É ter a razão e a emoção prontas para dar e receber. Movimento de ir e vir, num fluxo constante que é a vida.

Vivemos alternando momentos em que podemos ser a porta e não devemos nos fechar para o outro.
Ir até o próximo ou deixá-lo vir até nós, é prática de sabedoria, nesse caminhar tão fulgáz que é a vida. ( junho/1998)


Alô, Alô, Agente!



Alô, Alô, Agente



Já que você gosta tanto de dar conselho, aí vai um - via e-mail - prá chegar mais rapidinho : "Não queira salvar o mundo, apenas dê a sua contribuição!" Afinal, nem ELE conseguiu! Já leu a revista Veja da semana passada? O planeta está um desastre sob todos os aspectos.E, nenhum de nós - dois - tem culpa de tamanha catástrofe.Portanto, não perca o sono por isso .Lá vou eu de novo! Vc faz provocações interessantes, e eu não resisto, tenho que responder.Convença-se de que conselho não salva ninguém: de si mesmo e nem dos outros, portanto,é melhor vc tomar um café e relaxar..... Gosto muito de estatísticas, e nos países onde a violência é menor e as cadeias não estão tão cheias, os investimentos em educação foram decisivos para a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e , consequente diminuição da criminalidade.Se conselho fosse alguma panacéia, vc não acha que a rede Globo já teria descoberto e, o SBT copiado? Que briga haveria pela audiência de tais idéias!A educação - e não bons conselhos - é o diferencial que fará a juventude desenvolver a cidadania necessária, para dar uma descontinuidade a esta sociedade doentia e perversa. Portanto, deve receber investimentos substânciais, somente assim poderemos derrubar conceitos e preconceitos mofos e ultrapassados, conscientizando a população de seus direitos enquanto cidadã e mostrando a ela a importância do livre- arbítrio responsável. E não, das escolhas alienadas e irresponsáveis, que só geram mais violência , cadeias e hospícios.E quando escrever , não peça conselhos a ninguém. Apenas escreva, o que sente e o que pensa.Depois, é só aguardar as pedradas ou os elogios.... afinal neste caos existencial há "críticos" e 'críticos'. Mas, para a maioria que não entende nada, analisar um livro ou uma crônica , resume-se em falar mal, procurar erros e defeitos. Portanto, quem se importa com a opinião dos outros?Escrevo na net há 9 anos, minhas crônicas estão por aí.Já ganhei amigos e inimigos por expôr idéias que nem sempre agradaram, mas nunca dormi na pia por causa disso......até porque detesto água gelada....rsrs




PS: meu livro de cabeceira neste momento é Macro Micro de Marcelo Gleiser.Ele fala um pouco de tudo: física, poesia, filosofia...



Estou com sono!Câmbio!


Agente 0000,0 - Musa


1/11/2005 00:54

O filósofo e o missivista





O filósofo e o missivista
Pensadores nos ensinam a acertar a mão em cartas e e-mails
por OSCAR PILAGALLO



Caro leitor, se você algum dia hesitou em relação ao tom que deveria adotar num e-mail, leia esta carta. Você verá que não estava sozinho naquele momento de dúvida. Um recadinho de bate-pronto por e-mail todos damos conta várias vezes por dia, mas quando o assunto exige alguma elaboração muitos de nós nos perdemos. O que fazer?Não é uma questão menor. Pelo menos, vários pensadores e filósofos gastaram tinta e tutano refletindo sobre "a arte de escrever cartas". O que vai entre aspas é o nome de livrinho de Emerson Tin que a Unicamp está lançando. "Livrinho" é elogio. Com menos de 200 páginas, o autor mostra que aprendeu com os mestres citados no livro que um dos segredos da boa carta (e de resto de qualquer discurso) é a concisão, a brevidade.Tin não cita Gustave Flaubert. O autor francês que passou a vida atrás da palavra exata está fora do escopo dele. Mas, a propósito de cartas, lembrei de Flaubert que certa vez se desculpou com um amigo por ter lhe enviado uma longa carta. "Não tive tempo de escrever uma curta", anotou no PS. Faz sentido.O livro de Tin é erudito, puxa um fio histórico que tem origem na Antigüidade. É interessante por demonstrar que a nossa dificuldade em mandar um e-mail bacana hoje tem equivalente nos tempos dos pergaminhos e afins. Apesar do título, o livro não é um manual. Isso não impede que se possa dele extrair uma lista do que se deve (e não se deve) fazer ao escrever uma carta.Para começar, a carta deve ser simples. Demétrio, no século quarto antes de Cristo, já sugeria um estilo pedestre, "de maneira que mais se aproxime de uma conversa entre amigos do que da demonstração pública de um orador".Sêneca concordava, com uma qualificação. Dizia que o tom deve ser coloquial, mas advertia contra o completo despojamento do estilo epistolar. A questão do tom adequado é central. Erasmo de Rotterdam, no século XVI, abordou o tema exortando o missivista a fugir do que ele chamava de "grandiloqüência trágica". Chega a aconselhar o uso de um truque: construir um estilo tão simples que chegue a ser descuidado, mas no sentido de um descuido estudado. "Uma carta deve parecer não trabalhada e espontânea: aqueles que ansiosamente procuram palavras obsoletas ou incomuns revelam ser bárbaros."A graça é um ingrediente que não pode faltar para acrescer leveza ao texto. Gregório Nazianzeno a receitava no século IV. O problema é acertar a mão com os artifícios. Para Gregório, eles devem ser usados do mesmo modo que os fios de púrpura nos mantos, ou seja, com parcimônia.Talvez o melhor conselho seja o de Caio Júlio Victor, um dos primeiros a tratar de cartas em latim. O capítulo que fala dos destinatários é tão atual que você pode imprimir o trecho e colar na moldura do computador. Diz ele: "Uma carta escrita a um superior não deve ser jocosa; a um igual, não deve ser descortês; a um inferior, não deve ser soberba. A carta a um culto não deve ser descuidadamente escrita, nem a carta a um inculto deve ser indiferentemente composta, nem deve ser negligentemente escrita a um amigo íntimo, nem menos cordial a um não amigo".É isso, sigo o conselho dos filósofos, e não me estendo.
Abraço do Oscar.
pilagallo@duettoeditorial.com.br

A OBRA:Título: A arte de escrever cartasAutores: Anônimo de Bolonha , Erasmo de Rotterdam e Justo Lípsio Emerson Tin (organização) Editora Unicamp

Papo inteligente





Papo inteligente!




Todas as vezes que me pergunto se estou no lugar certo, recebo do Cósmico algum sinal.Tentarei esclarecer .Como professora , nem sempre me sinto feliz em sala de aula, pois não está fácil aturar alunos indisciplinados e desrespeitosos. Mesmo amando o que faço, acabo no entanto, me questionando se deveria continuar a ser educadora.Foi assim com este estado de espírito, que saí de casa em uma segunda-feira, chuvosa e fria ,às 6h da manhã.Tomei um ônibus, cheguei encharcada na escola, para começar um período de seis aulas, com alunos do ensino médio, que não costumam comparecer em massa no primeiro dia da semana , pois passam o domingo na 'balada'.E digo isso com certeza absoluta , não é delírio meu e nem inveja porque eles ficaram em casa naquela manhã chuvosa e eu não. Certo dia perguntei a uma aluna porque faltava tanto nas minhas aulas.Ela respondeu com a maior naturalidade " é que eu passo a noite na 'balada' professora e, não aguento vir à escola na segunda". Perguntei a ela quantos anos tinha: "quinze", respondeu. Perguntei de novo "sua mãe sabe disso?" Levantando os ombros com indiferença respondeu "sabe."Portanto lá vou eu , para as primeiras aulas de uma segunda-feria cinzenta. Subo as escadas, cadernetas, bolsa, garrafa de água, giz antialérgico - está escrito na embalagem - e, depois da terceira aula, desço para um cafezinho com aquele eterno sabor de coisa requentada.Ainda questionando meus neurônios se estava no lugar certo, fui dar uma volta no pátio ( nunca vou entender porque professor fuma em locais públicos já que tal ato é proibido por lei federal, estadual e municipal) . Uma aluninha que era de "outra" escola e foi transferida para esta, vem me beijar e conversamos um pouco.Na "outra" escola ela era minha aluna, nesta, tem aula com uma nova professora.Durante nossa conversa ela diz "sinto tanta saudade das suas aulas e de papo inteligente que a senhora tinha com a gente." Agradeci e voltei feliz da vida , para ministrar as três últimas aulas.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Desculpe



Desculpe

Desculpe por amá-lo tanto,
Por cobrar demais.
Desculpe por não ser capaz de entender
a minha insignificância em sua vida.
Desculpe por não ser o oásis
que sua existência precisa,
não ser a sombra que refresca...
Desculpe por querer um pouco de carinho
por viver da ilusão de momentos que se foram.
Desculpe pelo meu jeito de ser,
por não ser capaz de mudar.
Desculpe pelos meus medos, incertezas
minhas angústias e meus pitis.
Desculpe por acreditar que ainda podemos...
e não ter desistido da batalha.

sábado, janeiro 07, 2006

Alô você!

Alô você!

Em um espaço tão democrático como a net, onde pode-se ler , compartilhar e comprar de tudo, resolvi me inscrever em um desses grupos de namoro.Afinal, conheço tanta gente que encontrou um amor na rede.Quem sabe tenho a mesma sorte, pensei "com os meus botões" .Foi assim que passei a receber semanalmente uma lista de candidatos.A primeira coisa que observo quando o e-mail chega, é a estética da foto.Homens barbudos, com o cabelo por cortar, despenteados, sem camisa ( acho uma deselegância se apresentar assim), deitados na cama ( o que será que ele quer dizer com isso? ), fotos de corpo inteiro, mas tão distantes que mal se vê o perfil do candidato ( será loiro ou moreno?, tento adivinhar).Assim não dá, digo aos meus botões.E as mensagens de apresentação? Erros de português, até tolero, afinal ninguém precisa ser um experte na idioma pátrio para namorar comigo.Mas a maioria é lamentavelmente mal escrita Será que esses homens não conseguem perceber que estão "vendendo" um produto? Afinal, se a "embalagem" é importante, a apresentação é mais ainda."Sou um homem simples" - o que será que isso realmente significa? , pergunto aos meus botões."Sou casado" - estará ele à procura de uma amante? "Adoro viver perigosamente" - transaria ele sem preservativo? "Sou separado" - já vi esse filme antes, digo aos meus botões. "Tenho 2 filhos" - não tenho vocação nenhuma para madrasta, insisto com os meus botões. "Sou muito caseiro" - será que nunca terei companhia para aquele cineminha básico ou para ir aos concertos, que quase sempre tocam o mesmo repertório?Enfim, foi sob toda essa "inspiração" dos candidatos a "latin lover", que resolvi fazer o caminho inverso: me apresentar a eles. Então em um momento de inspiração, escrevi a "propaganda " de um produto, isto é, da minha pessoa:Alô Você!É você mesmo! Homem culto, sensível e inteligente, educado e prá lá de carinhoso, que gosta de um bom papo - falar de tudo um pouco - estou te procurando e, faz tempo! Quero você prá qualquer coisa: ser o meu melhor amigo ou, quem sabe, o grande amor da minha vida.Um pouco de mim: gosto de cinema , pipoca e gente inteligente. Adoro poesia, inclusive aquelas que a vida escreve! Sou de poucos amigos, mas estes me são preciosos.Gosto de flores, música, livros.Quando amo, vivo intensamente.Adoro discutir política e conversar sobre tudo.Ah!, fiz 51 anos por estes dias.Me conhecer pode ser uma boa idéia!

De: tuamusa



sexta-feira, janeiro 06, 2006





Da Glória transitória
Paulo Coelho












Conta uma lenda japonesa que certo monge, entusiasmado pela beleza do livro chinês Tao Te King, resolveu levantar fundos para traduzir e publicar aqueles versos em sua língua pátria. Demorou dez anos até conseguir o suficiente. Entretanto, uma peste assolou seu país, e o monge resolveu usar o dinheiro para aliviar o sofrimento dos doentes. Mas assim que a situação se normalizou, de novo partiu para arrecadar a quantia necessária à publicação do Tao; mais dez anos se passaram, e quando já se preparava para imprimir o livro, um maremoto deixou centenas de pessoas desabrigadas. O monge de novo gastou o dinheiro na reconstrução de casas para os que tinham perdido tudo. Outros dez anos correram, ele tornou a arrecadar o dinheiro, e finalmente o povo japonês pôde ler o Tao Te King. Dizem os sábios que, na verdade, esse monge fez três edições do Tao: duas invisíveis, e uma impressa. Ele acreditou na sua utopia, combateu o bom combate, manteve a fé em seu objetivo, mas não deixou de prestar atenção ao seu semelhante. Que seja assim com todos nós: às vezes os livros invisíveis, nascidos da generosidade para com o próximo, são tão importantes quanto aqueles que ocupam nossas bibliotecas.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

A quem possa interessar!


A quem possa interessar





Minh'alma sentia-se como um deserto, quente, vazia...
Dia-a-dia nada era acrescentado a sua paisagem...
Me perdia em devaneios e cismava...
Pensamentos soltos, como grãos de areia ao vento...
Sem tempo....nem forma......
Mas um dia, não sei explicar o que houve!
De repente, como uma tempestade ele chegou,
qual chuva de verão... molhando a areia quente,
trazendo frescor e vida ao meu deserto tão acostumado a ser.....deserto.
Agora minh'alma não quer mais ser deserto, quer ser oásis...
Quer amanhecer molhada pelos pingos da chuva...
sentir em suas entranhas a força da natureza
fertilizando as suas raízes... e desabrochar,
em uma linda flor...

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Com os olhos do coração

Uma maneira sensível de olhar o mundo!

Assim é olhar as pessoas com os olhos do coração.Deixar a intuição, a emoção fazer a leitura de mundo.Para depois usar a razão.

Espero que neste ano que se inicia - 2006- as pessoas sejam mais amorosas, fraternas e se doem mais .Amar é básico!