Sartre, filósofo existencialista francês, afirma que o homem está condenado a fazer escolhas, a ser responsável por e também pelos outros.Assim, ele nada mais é do que o que faz de si mesmo.
Refletindo sobre o que o filósofo diz, chego a conclusão de que a humanidade precisa conhecer um pouco do que é ser existencialista na visão sartreana.Aprender com ele o senso de responsabilidade que suas idéias pregam.Pois vivemos uma época em que é proibido proibir, em que se confunde liberdade com libertinagem e, numa sociedade onde as pessoas estão cada vez mais ‘livres’ para cuidar do seu próprio umbigo.
Tenho observado principalmente os jovens e me preocupo com eles.São alegres, carinhosos, mas sentem dificuldade em trabalhar com os limites e perderam totalmente o senso do outro.De um modo geral, cada um preocupa-se consigo mesmo.Vejo isso nas pequenas coisas do dia-a-dia, no trânsito, no ônibus , nos locais públicos.
Esse individualismo exacerbado, não está conduzindo ninguém a uma felicidade plena.
Nunca houve tantos meios para comunicar-se , tanta tecnologia, mas as pessoas estão cada vez mais sozinhas.
Embora não aprecie revista feminina, às vezes leio alguma na sala de espera do dentista. E, certa vez , li uma reportagem sobre as razões que levavam os casais a se separar.Os homens, diziam que a convivência diária fez o amor arrefecer.Que ciúme delas era insuportável.E, vários se queixaram da profissão da mulher. Elas como sempre , reclamavam do futebol, da cervejinha, do atraso para o jantar, da rotina no sexo
A maioria concordou que os filhos esfriam a relação.
O que ficou claro naquela reportagem é que cada um entrou na relação buscando algum tipo de vantagem.Isto é, muito mais para receber do que para dar e, quando começaram a ficar no prejuízo, o amor que não era amor, acabou.
Esse individualismo que impregna as pessoas precisa ser revisto, reavaliado e repensado.Não dá para ser feliz quando se olha o próprio umbigo em vez de olhar nos olhos do outro, sem descobrir a alegria de conviver, sem doar-se incondicionalmente enfim, sem ser responsável por si e pelo outro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário